Acre segue entre os estados com pior desempenho em democracia ambiental na Amazônia Legal, aponta estudo

  • 07/07/2026
(Foto: Reprodução)
Acre segue entre os estados com pior desempenho em democracia ambiental na Amazônia Legal Reprodução/Secom O Acre continua entre os estados com pior desempenho em democracia ambiental na Amazônia Legal, segundo o Índice de Democracia Ambiental (IDA), divulgado na última quinta-feira (2) pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e pela Transparência Internacional Brasil. Um ano após aparecer entre os últimos colocados no levantamento, o estado permaneceu na faixa considerada "ruim" e voltou a registrar um dos piores resultados na proteção de defensores ambientais. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo os dados, o Acre passou de 26,5 pontos, registrados no levantamento anterior, para 35,5 nesta edição. Apesar da melhora na pontuação, o estado continua entre os cinco com pior desempenho da Amazônia Legal. Já no indicador que mede a proteção de defensores ambientais, a nota passou de 2,5 para 2,9 pontos, mantendo o Acre atrás apenas de Roraima, que registrou 0,8 ponto. Agora no g1 ⏩ O levantamento avaliou 120 indicadores para medir como a União e os nove estados da Amazônia Legal garantem transparência, acesso à informação, participação social, acesso à Justiça e proteção aos direitos socioambientais. Entre os estados, Mato Grosso (56,7 pontos), Pará (55,3), Amazonas (43,8) e Maranhão (41,9) receberam classificação "regular". Já Tocantins (39,6), Rondônia (36,2), Amapá (35,8), Acre (35,5) e Roraima (22,8) ficaram na faixa "ruim". A média dos estados foi de 40,8 pontos. LEIA MAIS: Em meio à polêmica ação do ICMBio, AC tem o 2º menor índice de proteção a ambientalistas e democracia ambiental Famílias de comunidades tradicionais no AC podem receber até R$ 8 mil para manter floresta em pé; Saiba mais Acre registra quatro focos de queimadas no 1º trimestre de 2026, aponta Inpe Segundo o estudo, a proteção de defensores ambientais foi o aspecto mais crítico avaliado. A média dos estados nesse indicador foi de apenas 15,1 pontos. A pesquisa aponta ainda que apenas Mato Grosso, Maranhão e Pará possuem mecanismos próprios de proteção a defensores ambientais. De acordo com a Transparência Internacional Brasil e o ICV, a maioria dos estados ainda não conta com estruturas capazes de prevenir riscos, proteger ativistas e responder de forma adequada a situações de violência contra pessoas que atuam na defesa do meio ambiente. Acre aparece entre os estados com classificação "ruim" no Índice de Democracia Ambiental (IDA), divulgado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e pela Transparência Internacional Brasil Reprodução/Instituto Centro de Vida (ICV) e Transparência Internacional Brasil O que o estudo recomenda? O levantamento conclui que a agenda de proteção a defensores ambientais ainda é pouco institucionalizada na Amazônia Legal. Para os pesquisadores, os estados precisam de políticas públicas voltadas à prevenção de ameaças, à proteção de ativistas e ao enfrentamento de casos de violência. Entre as recomendações do estudo está a aprovação, pelo Senado, do Acordo de Escazú, tratado internacional voltado à garantia dos direitos de defensores ambientais. O documento também propõe ampliar os programas de proteção, incentivar a participação social em temas ambientais e criar estruturas especializadas em meio ambiente, questões fundiárias e povos indígenas no Judiciário, no Ministério Público, nas Defensorias Públicas e nas polícias. Proteção a defensores ambientais O baixo desempenho do Acre no indicador de proteção a defensores ambientais já havia sido apontado na edição de 2025. Além disso, a divulgação do levantamento ocorreu em meio à repercussão da Operação Suçuarana, feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri. A ação de combate a crimes ambientais provocou protestos de moradores e colocou em evidência o debate sobre a segurança de lideranças que atuam na defesa do meio ambiente. Raimundo Mendes de Barros é um dos líderes ambientais de Xapuri Reprodução/Instagram Na ocasião, uma das lideranças que relatou ameaças foi Raimundo Mendes de Barros, conhecido como "Raimundão", primo de Chico Mendes e uma das principais referências do movimento extrativista no Acre. O Comitê Chico Mendes, formado por familiares do líder seringueiro, divulgou uma nota pública em defesa de Raimundão e afirmou que ele vinha sofrendo ameaças por atuar na defesa da floresta e das comunidades tradicionais. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/07/07/acre-segue-entre-os-estados-com-pior-desempenho-em-democracia-ambiental-na-amazonia-legal-aponta-estudo.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes